Nós atraímos pessoas por necessidade e outras
por afinidade. Não existe acaso na lei dos encontros.
Quando uma pessoa vem,
ela não vem sozinha.
Ela carrega um apanhado de propósitos, significados e
futuros exercícios internos que só nossa alma conhece.
Atraímos pessoas “erradas” no sentido de muitas
vezes nos relacionarmos com pessoas que não “são” para nós, que não chegaram
para ficar.
Mas de alguma forma, as pessoas “erradas” em termos de sentimento,
também são as “certas” em termos de aprendizado.
Nem sempre vamos “acertar” de primeira, e sequer
temos como antever totalmente como uma determinada relação vai se desenvolver.
A experiência é o melhor diagnóstico e a maneira de melhor enxergarmos quem o
outro é, para além da sua aparência ou das nossas próprias idealizações.
O
problema não é atrair a pessoa “errada” é insistir em sua permanência, é se
negar a ver que para além de uma experiência ou uma lição não há profundidade
ou sentimento, é se iludir acreditando que podemos controlar o sentimento ou as
atitudes do outro.
O problema não e ter atraído a pessoa “errada”.
O problema é continuar preso(a) a ela, seja por um desejo ainda insistente ou,
ao contrário, por mágoas e culpas pelas experiências vividas com ela.
É preciso
enxergar quando alguém não é para ser, perceber que por mais bonito que fosse
um sonho algumas pessoas não se encaixam nele, aceitar que pessoas difíceis vão
passar por nossas vidas, que ás vezes nos relacionamos com pessoas tóxicas,
assim como às vezes somos também tóxicos com os outros.
Algumas relações simplesmente não se encaixam.
Nem sempre por maldade de alguém, algumas vezes apenas por falta de ritmo,
sintonia ou sentimento.
Não adianta culpar a si ou ao outro.
O mais importante
é aceitar os fatos, perceber que atitudes nocivas não devemos aceitar, quais
não devemos praticar e perceber que uma relação não pode ser medidora do nosso
valor e nem definir a tônica das relações.
Pessoas “erradas” são tentativas e
aprendizados que de alguma forma nos ajudam com nosso encontro com a pessoa
“certa” e também nos ensinam a “fazer” dar “certo”.
Alexandro Gruber
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